Cratera interdita trecho da BR-324 e provoca congestionamento de até 4 horas no sentido Salvador

Motoristas que trafegam pela BR-324 voltaram a enfrentar transtornos devido a problemas na infraestrutura da rodovia. Na tarde de terça-feira (3), uma nova cratera se abriu no trecho de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, provocando a interdição parcial e, posteriormente, total da pista no sentido da capital baiana.

O problema foi registrado nas proximidades do km 604, depois do antigo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A situação provocou congestionamentos que, segundo relatos, chegaram a durar entre três e quatro horas para percorrer aproximadamente cinco quilômetros.

A ocorrência acontece menos de três meses após outro episódio de interdição na BR-324, novamente em um trecho de Simões Filho, mas no sentido contrário. A rodovia é uma das principais ligações entre Salvador e Feira de Santana, além de atender motoristas que seguem para diversos municípios do interior baiano.

Desde o encerramento do contrato com a concessionária ViaBahia, havia expectativa de melhorias nas condições da estrada. Entretanto, a situação voltou a gerar questionamentos sobre a conservação da rodovia e as medidas adotadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela administração do trecho.

De acordo com o relato da ocorrência, a abertura da cratera aconteceu entre o acostamento e a pista de rolamento, comprometendo a circulação dos veículos. O problema também reacendeu críticas sobre a falta de intervenções estruturais na rodovia, que, segundo a publicação, enfrenta problemas de conservação há décadas.

Impactos para os motoristas

Quem sai de Feira de Santana e de outras cidades do interior com destino a Salvador precisa enfrentar longos períodos de espera. Entre as alternativas estão utilizar trajetos com cobrança de pedágio ou optar pelo transporte rodoviário, que também pode sofrer atrasos devido aos congestionamentos.

Outro ponto levantado na publicação é a proximidade do trecho afetado com a unidade da PRF, localizada a aproximadamente um quilômetro do local.

O episódio voltou a colocar em discussão as condições de conservação da BR-324, os investimentos na infraestrutura e a responsabilidade dos órgãos públicos pela manutenção de uma das principais rodovias da Bahia.


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