Babá brasileira ajuda a matar esposa de amante e caso termina em prisão perpétua nos EUA

Um ex-agente da Receita Federal dos Estados Unidos foi condenado à prisão perpétua nesta sexta-feira (05/06) por um duplo homicídio que chocou o país. Brendan Banfield foi considerado culpado pela morte da esposa, Christine Banfield, e de Joseph Ryan, atraído para a residência da família como parte de um plano para encobrir o crime.

O caso teve como personagem central a brasileira Juliana Peres Magalhães, ex-babá da família, que mantinha um relacionamento extraconjugal com Banfield.

Segundo a acusação, o casal planejou o assassinato de Christine e utilizou um site voltado a fetiches sexuais para atrair Joseph Ryan até a residência. Os dois teriam se passado pela esposa de Banfield para marcar um suposto encontro íntimo.

Durante o julgamento, Brendan alegou que matou Ryan ao encontrá-lo agredindo Christine dentro da casa. A versão, porém, foi rejeitada pelos promotores e pela Justiça, que concluíram que tudo fazia parte de um plano previamente arquitetado.

Ao anunciar a sentença, a juíza classificou os crimes como “malignos e premeditados”. Ela também destacou que a filha do casal, então com apenas 4 anos de idade, estava na residência durante os assassinatos.

Além da prisão perpétua pelo homicídio qualificado, Banfield recebeu mais oito anos de condenação por colocar a filha em situação de risco e por crimes relacionados ao porte ilegal de arma de fogo.

Em depoimento, Juliana afirmou que o ex-agente dizia querer construir uma vida ao lado dela, mas alegava que precisava “se livrar” da esposa antes disso. Segundo a brasileira, ele evitava o divórcio por medo de perder patrimônio e a guarda da filha.

As investigações apontaram que Juliana permaneceu do lado de fora da residência com as crianças até a chegada de Joseph Ryan. Depois, teria avisado Banfield, que aguardava nas proximidades.

De acordo com os promotores, após levar as crianças para o porão, o casal seguiu para o quarto onde Ryan estava. No local, Brendan atirou contra o homem e matou Christine utilizando uma faca que havia sido levada para o encontro. Quando Ryan ainda apresentava sinais de vida, Juliana efetuou um disparo fatal.

A brasileira começou a trabalhar para a família em 2021, aos 21 anos. Após colaborar com as investigações e prestar depoimento contra Banfield, ela foi condenada a 10 anos de prisão por homicídio culposo.

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