O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ser contra a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Durante evento em Sergipe nesta sexta-feira (29/05), Lula afirmou que “os nossos criminosos” serão combatidos pelo próprio Brasil. A declaração levanta questionamentos . Porque o Governo não combate efetivamente as facções? Qual motivo de o governo demonstrar tanto incômodo com uma medida direcionada justamente contra duas das maiores facções criminosas da América Latina.
O presidente também afirmou que PCC e CV discordou do enquadramento adotado pelos Estados Unidos. Para críticos do governo, a fala transmite uma mensagem contraditória: ao mesmo tempo em que reconhece a gravidade das facções, Lula concentra seus ataques na decisão americana em vez de destacar ações concretas de endurecimento contra esses grupos.
A polêmica aumenta porque o PCC e o CV são apontados por autoridades de segurança como responsáveis por tráfico de drogas, assassinatos, extorsões, domínio territorial e ataques contra agentes públicos em diversas regiões do país.
Nos últimos anos, o avanço das facções tem provocado o deslocamento de famílias, fechamento de comércios e aumento da violência em bairros inteiros, especialmente nas periferias das grandes cidades.
Enquanto o Palácio do Planalto sustenta que a discussão envolve soberania nacional, opositores afirmam que o debate principal deveria ser outro: como derrotar organizações criminosas que hoje exercem poder armado em várias regiões do país.
Notícia anterior
Carro bate em moto de entrega de gás na Av. Garibaldi e deixa o trânsito lento
Próxima notícia
Procura por tratamento para largar o cigarro no SUS aumenta 95% em três anos